Políticas de Bolsonaro ameaçam arqueologia no Brasil, dizem arqueólogos

Arqueólogos que trabalham na região amazônica estão preocupados com a manutenção de suas atividades no governo de Jair Bolsonaro. Em matéria para o jornal britânico The Guardian, vários profissionais que buscam desvendar o passado da floresta falaram sobre o tema.

“Nós precisamos de mais estudantes, mais pesquisadores, mais dinheiro. E agora, com o governo que temos…”, comentou Eduardo Kazuo, que no ano passado encontrou, ao lado da colega Márjorie Lima, um “cemitério indígena” de mais de 500 anos na região de Tauary, no Amazonas.

Eduardo Neves, professor da USP (Universidade de São Paulo), ecoou o sentimento de Kazuo. “É um momento incrível para a arqueologia no Brasil [com as novas descobertas], mas estamos ameaçados. A ciência e a educação superior como um todo estão sob uma nuvem sombria”, definiu.

Uma política específica do governo criticada pelos arqueólogos na matéria é a proposta de retirar a obrigatoriedade de escavações arqueológicas antes da construção de obras como represas na região amazônica.

Eduardo Bespalez, que comanda com Silvana Zuse uma escavação perto de onde ficará a represa hidrelétrica de Santo Antônio, condenou a proposta: “Se eles mudarem a lei desta forma, a arqueologia está acabada no Brasil.

Fonte: Políticas de Bolsonaro ameaçam arqueologia no Brasil, dizem arqueólogos